Castelo de cartas

A gente tem uma mania péssima de viver nessa capa frágil de superficialidade. Se aparência fosse tudo, acredite, era pra eu e você sermos bem mais felizes, não acha?

A gente vai engolindo os sapos, catando os cavacos e de repente não sobra muita coisa, não é mesmo?

Falta ânimo, paciência, fé em Deus, na vida e no futuro.

O cinza ao redor vai consumindo nossas poucas esperanças da felicidade vindoura, tristeza não atrai tristeza, ela expulsa a alegria que está por perto e deixa todas as conquistas com gosto de pão murcho.

"Acredito que quando alguém chora sem motivo é para aliviar todas as vezes que ela engoliu o choro e colocou um sorriso falso em seu rosto."

Caio Fernando Abreu  (via matheussbarbosa)

(Source: trecho-de-livros, via matheussbarbosa)

viveresseamor:

Ei, hoje pode parecer impossível, mas amanhã, Deus pode te surpreender.

viveresseamor:

Ei, hoje pode parecer impossível, mas amanhã, Deus pode te surpreender.

(Source: p-alavrasquevoam)

"Não prende, não aperta, não sufoca. Porque quando vira nó, já deixou de ser laço…"

Mario Quintana (via cerimoniais)

(via seguindoestrelas)

A gente espera quando não deveria esperar….

(via matheussbarbosa)

Terça

Hoje. Daqueles dias que nem o sol mais forte consegue tirar o cinza que insiste em deixar tudo assim, monocromático. Fito o escuro do quarto e vivencio de novo aquela solidão profunda, tão sem luz quanto meu próprio estado de espírito. Me pego pensando: “Ai… de novo tão negativa”. E então me lembro do tempo que tentei reprimir quem eu sou por causa dos padrões alheios, e foi então então que me deu até uma ponta de orgulho dessa minha insatisfação.

PERFEITO  

caiofernandoabreu:

Mas o que houve — o tropeço, o solavanco, o esbarrão, a tosse no meio da área lírica —, o que houve foi um pensamento impiedoso e exatamente assim: não faço parte disso.
Não uma dúvida, mas uma certeza. Absoluta.
Sem inveja nem mágoa, revolta ou vontade furiosa de que pudesse ser de outra forma. Secamente, definitivamente, eu não fazia parte daquilo. (…) Por razões que não sei explicar; e nem precisariam tentar ser explicadas porque eram e, pior, continuam sendo completamente indiscutíveis.
Eu não fazia parte, e pronto. 
(Caio Fernando Abreu. Agostos por dentro, in: Pequenas Epifanias)

PERFEITO  

caiofernandoabreu:

Mas o que houve — o tropeço, o solavanco, o esbarrão, a tosse no meio da área lírica —, o que houve foi um pensamento impiedoso e exatamente assim: não faço parte disso.

Não uma dúvida, mas uma certeza. Absoluta.

Sem inveja nem mágoa, revolta ou vontade furiosa de que pudesse ser de outra forma. Secamente, definitivamente, eu não fazia parte daquilo. (…) Por razões que não sei explicar; e nem precisariam tentar ser explicadas porque eram e, pior, continuam sendo completamente indiscutíveis.

Eu não fazia parte, e pronto. 

(Caio Fernando Abreu. Agostos por dentro, in: Pequenas Epifanias)

caiofernandoabreu:

Andei/ando sentindo — imagine, que retrocesso emocional — CARÊNCIA AFETIVA. Das brabas. Passei uns três, quatro anos fazendo a bicha durona, dizendo coisas do tipo ai, amor? é coisa de extrema juventude, isso não existe. Não sei bem como, começou a doer, a faltar. Uma sede daquelas de comercial de Sprite no Saara lembra? 
(Caio Fernando Abreu. Carta a Maria Lídia Magliani)

caiofernandoabreu:

Andei/ando sentindo — imagine, que retrocesso emocional — CARÊNCIA AFETIVA. Das brabas. Passei uns três, quatro anos fazendo a bicha durona, dizendo coisas do tipo ai, amor? é coisa de extrema juventude, isso não existe. Não sei bem como, começou a doer, a faltar. Uma sede daquelas de comercial de Sprite no Saara lembra? 

(Caio Fernando Abreu. Carta a Maria Lídia Magliani)

caiofernandoabreu:

A solidão às vezes é tão nítida como uma companhia. Vou me adequando, vou me amoldando. Nem sempre é horrível. As vezes é até bem mansinha. Mas sinto tão estranhamente que amor acabou. [.. .] Repito sempre: sossega, sossega — o amor não é para o teu bico. 

 (Caio Fernando Abreu. Carta a Jacqueline Cantore)

caiofernandoabreu:

A solidão às vezes é tão nítida como uma companhia. Vou me adequando, vou me amoldando. Nem sempre é horrível. As vezes é até bem mansinha. Mas sinto tão estranhamente que amor acabou. [.. .] Repito sempre: sossega, sossega — o amor não é para o teu bico. 

 (Caio Fernando Abreu. Carta a Jacqueline Cantore)